8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos e Nacional dos Oceanógrafos

O dia 8 de junho é comemorativo do Dia Mundial dos Oceanos e Dia Nacional dos Oceanógrafos. Homenageiam-se os profissionais que trabalham (ou batalham?) nas áreas de pesquisa, ensino e tecnologia marinhas. E é um momento (mais um) para que haja consciência em torno da importância dos mares para o equilíbrio da vida no planeta e alerta à sociedade sobre os perigos das atividades humanas nos ecossistemas oceânicos.

A escolha do Dia Nacional dos Oceanógrafos ocorreu em 2005, com a participação dos profissionais associados à AOCEANO – Associação Brasileira de Oceanografia – na época presidida pelo Prof. Fernando Diehl, atual diretor da empresa Acquaplan, sediada em Balneário Camboriú. Valorizava-se o profissional Oceanógrafo, com o reconhecimento dos setores produtivos e das instituições públicas.

De 2005 para os dias atuais, os Oceanógrafos conquistaram seu maior reconhecimento através da Lei 11.760, que regulamentou a profissão em 31 de julho de 2008. Uma luta de mais de 30 anos que se iniciou com a instalação do primeiro curso de Oceanografia do Brasil, na Fundação Universidade de Rio Grande – FURG, em 1971.

Atualmente, o curso de graduação em Oceanografia é oferecido em 14 universidades brasileiras. É a ciência que se propõe a estudar o comportamento dos mares, lagos, oceanos, rios e todos os aspectos que os envolvem.

Oceanos

Já o Dia Mundial dos Oceanos foi criado durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento na Rio 92 e oficializado apenas em 2008.

Aproximadamente 70% da superfície do planeta Terra é coberta por água dos oceanos. De acordo com o Censo da Vida Marinha os cinco oceanos abrigam mais de 2 milhões de espécies marinhas, incluindo algas, animais, fungos, etc

“Apesar da amplitude dos oceanos, sua capacidade de superar os danos causados pelas atividades humanas é limitada, comprometendo sua habilidade de cooperar para o desenvolvimento sustentável”, afirmou Ban Ki-moon, ex-secretário-geral da ONU.

Segundo a ONU Meio Ambiente, cerca de 90% de todo o lixo flutuando nos oceanos é plástico. Até 2050, os mares terão mais pedaços do material do que peixes, e 99% das aves marinhas terão ingerido esse tipo de resíduo.