Mineração: venda de ativos industriais e sucata é sustentável e gera receita alternativa para o setor

A indústria da mineração é um dos segmentos que mais fomenta o desenvolvimento do Brasil. De acordo com o relatório do setor mineral, do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o faturamento do setor subiu 62% em 2021, com relação ao ano anterior, totalizando R$ 339 bilhões. Minas Gerais e o Pará praticamente dividem a participação na liderança.

Entre as commodities, destacam-se alumínio, chumbo, cobre, estanho, níquel, zinco e minério de ferro. Na balança comercial, o saldo do setor mineral aumentou 51% em comparação a 2020; enquanto o saldo Brasil aumentou 21,5%. Mas ainda há vários desafios a serem alcançados, como a gestão de resíduos e a mitigação de impactos ambientais, citados em uma carta compromisso do IBRAM perante a sociedade, em que as empresas se comprometem a transformar a indústria da mineração.

Dentro dessa linha da sustentabilidade, a startup SYX, com sede em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, vem se destacando e ganhando novos clientes da indústria. O marketplace B2B, que até 2021 se chamava Central de Materiais, transforma materiais inservíveis para indústrias em dinheiro, e ainda ajuda o meio ambiente, tudo por meio de cotação eletrônica ou venda direta.

Já são clientes da SYX, a Votorantim Cimentos, a CBA – Companhia Brasileira de Alumínio e a RHI Magnesita. A Votorantim Cimentos, por exemplo, comercializa grande parte das sucatas com a companhia paranaense. A empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis destina boa parte dos seus resíduos por meio da venda na plataforma digital, convertendo em receita o que antes era um gasto para descarte.

“O setor de mineração no Brasil é muito robusto e voltado principalmente à inovação. E nós ganhamos mercado simplificando o processo de comercializar equipamentos antigos, sobras e sucatas, que é muito complexo. Com a nossa plataforma online, ele torna-se ágil, eficiente e também vira uma fonte de receita alternativa para todas essas empresas”, explica o CCO da SYX, Robson Moura.

“Levamos negociações justas e vantajosas para clientes compradores e vendedores, trazendo ganhos comerciais nas principais categorias de sucata de aço, corpo moedor, tijolo refratário e óleo usado. E ainda temos espaço para evoluir nas demais categorias que não possuem tanto valor agregado e em ativos”, complementa.

A pandemia trouxe uma demanda crescente por máquinas e equipamentos usados que permanece até o momento atual. Entre os mais buscados: equipamentos da linha amarela (escavadeiras, pás carregadeiras, retroescavadeira), britagem, resíduos de sucata metálica, como aço manganês, aço cromo e corpos moedores, tijolos refratários, além de veículos leves e caminhões. “Um grande destaque é, sem dúvida, uma venda de manganês ocorrida já em 2022. No ano anterior, uma gigante do segmento de mineração já era nosso cliente e havia acumulado resultados bastante satisfatórios. Porém, em 2022, uma série de ações desenvolvidas internamente fez com que o número de lances obtidos na mercadoria do mesmo gênero aumentasse em 56%, o que influencia também no valor final obtido que foi 87% acima do que o ano anterior”, comemora Moura.

A startup inicia 2022 em ritmo de crescimento: “Saímos de R$ 13,7 milhões transacionados em 2019, fechando 2021 com R$ 65 milhões. O planejado é dobrar o volume nos próximos quatro anos, chegando em mais de R$ 1 Bi em 2025”, comemora o CEO da SYX, Marcio Léo Danielewicz.