Parque Nacional São Joaquim, Morro da Igreja, Pedra Furada e a presença do Cindacta II

A extensão do Parque Nacional São Joaquim

(da Redação)

O Morro da Igreja, atração de Urubici, em Santa Catarina, com 1.822 metros de altitude, pode ter sol e dias muito bonitos em vários meses do ano, mas no Inverno a neve deixa tudo branco – e gelado. Ano passado os termômetros marcaram 8.6º negativos, com muita neve. O nome “da Igreja” deriva do formato de uma igreja jesuíta missionária que somente pode ser observado dos campos de altitude em sua frente no lado esquerdo das nascentes do rio Pelotas.

O Morro integra o Parque Nacional São Joaquim, unidade de proteção integral criada no dia 6 de julho de 1961, com áreas dos municípios de Urubici, Bom Jardim da Serra, Orleans e Grão Pará. Antes tudo pertencia a São Joaquim.

Do alto do Morro da Igreja descortina-se uma vasta paisagem de altos morros de rocha basalto (oriundos de erupções vulcânicas). Uma atração muito conhecida, ali, é a Pedra Furada, que tem cerca de 10 metros de diâmetro, com a altura do furo chegando a 5 metros.

Cindacta II DTCE-MDI

Bem no alto do Morro da Igreja está assentado o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Morro da Igreja – DTCEA-MDI – subordinado ao 2º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo. Cerca de 40 militares tem a missão, ali, de prover os meios necessários para o controle, a segurança e a defesa do espaço aéreo no sul do Brasil, dispondo de radares de vigilância e de meteorologia, além de sistemas de telecomunicações.

Não é preciso lembrar que no Inverno os militares enfrentam as mais baixas temperaturas do país para cumprir com suas obrigações. A equipe técnica trabalha em sistema de plantão 24 horas para garantir o funcionamento dos equipamentos.

A região é rota do tráfego aéreo de vôos internacionais da América do Sul, recebendo também um grande fluxo de aeronaves menores.