19 de setembro, dia do fazendeiro

Herbert Bartz e plantio direto na palha

Há muitos anos o agronegócio vem salvando o Brasil de problemas sociais e econômicos ainda maiores, inclusive no momento atual da pandemia do coronavírus. Verdadeiramente, os negócios da terra estão “salvando a lavoura” brasileira, com safras expressivas, a cada ano batendo recordes e o uso das mais modernas tecnologias tanto em sementes, mudas, como em equipamentos.

E agronegócio tem a ver com fazendeiro, que tem o seu dia comemorado no dia 21 de setembro.

Pois para esse profissional ter sucesso nos negócios, hoje em dia, não basta calçar uma bota, um chapéu de palha. Estamos nos tempos da agricultura de precisão, com técnicas que surgem a cada momento, como colhedoras com sensores de produtividade, softwares de gestão, aplicadores de fitossanitários e adubos a taxas variáveis, drones, semeadoras que ajustam a taxa de semeadura, etc.

O amor à terra, esse sim, deve continuar sendo o mesmo – ou até maior do que antes. A fertilidade do solo é o futuro, é a garantia de que as atividades vão continuar. Continua sendo importante – cada vez mais – a sensibilidade pela conservação de áreas verdes, de minas de água, dos rios.  

No século XVIII

Em fins do século XVIII Portugal patrocinou a publicação de manuais agrícolas que foram enviados ao Brasil. Didaticamente, os livros deveriam promover a instrução dos agricultores da colônia a fim de que melhorassem seus métodos produtivos. A coleção, que se chamava O Fazendeiro do Brasil, sob a responsabilidade do frei José Mariano da Conceição Veloso (1742- 1811), foi editada entre 1798 e 1806.

Quer dizer: vai longe o processo de modernização agrícola…legenda: Herbert Bartz e plantio direto na palha.

Plantio direto

O Paraná pode orgulhar-se bastante de Herbert Bartz (na foto), fazendeiro que introduziu o sistema do Plantio Direto no Brasil a partir de sua propriedade em Rolândia. Plantar sem arar e revolver o solo, deixando-o protegido e menos suscetível à erosão, foi o grande legado deixado às novas gerações.

Herbert Bartz, o “pai do plantio direto no Brasil”, fez na safra de 1972 o primeiro plantio da história com a importação de uma plantadeira dos Estados Unidos, Allis Chalmers. No Paraná, as cidades que mais rapidamente seguiram o método foram Campo Mourão, em 1973, Mauá da Serra em 1974 e Ponta Grossa em 1976.

A Horta do Juquinha

Se você quiser estimular uma criança a ser um “fazendeiro”, ou um trabalhador, ou a gostar de plantas, procure num sebo o livrinho “A Horta do Juquinha” (só se encontra atualmente em sebos), publicado nos anos 50 pela Edições Melhoramentos (que também não existe mais). De autoria do educador, pedagogo e poeta Renato Sêneca Fleury, com belas ilustrações coloridas, conta a história de um menino com os seus 8 ou 9 anos, que vê um terreno invadido pelo matagal e resolve limpá-lo e transformá-lo numa horta. Vale a pena ver todo o esforço do menino e o prêmio: uma bela safra de verduras e legumes (nas gravuras aparece tudo bem colorido).